Em algumas postagens anteriores, disse que mulher é “os bicho”
quando quer algo, seja um filho ou um emprego. Pois é, hoje gostaria de falar
sobre uma marca, que surge no pós maternidade. Quando assustamos, ops, tá lá!
Tem algumas coisas
interessantes que vou contar aqui, mas não é para desaminar ninguém. Aliás, se
serve de apoio moral, se agora estou aqui escrevendo é porque existe um momento “soneca
da tarde” a qual nossa Izadora vive e que me permite isto. E eu desejo esta
realização à todas que ainda não podem desfrutar disto. Mas, uma hora chega! Até
um aninho nossa caçula não tinha sonecas regulares, agora tá ali descansado a
pele... deixa eu acelerar, porque não dura a tarde inteira...rsrsrs
Voltemos aos tempos em que eu “adquiri” a patente de maternus cavus. Deixe-me tentar traduzir
porque saiu da caixola agorinha... É a mulher/mãe das cavernas. Simplesmente eu
entrei pra maternidade e com tudo o que ela me proporcionou eu fui fundo. Fiquei
muito envolvida, e recebi muitas visitas em casa, todos querendo ver nossa
primeira filha e quando eu assustava já era noite. E ia eu pela madrugada,
amamentando (sem harpas e viólon celos) e amanhecia e um dia se emendava no
outro.
Aliás amamentei o quanto pude. Lembro de uma sensação muito
legal que foi voltar correndo de um casamento de amigos. Me senti a tal, a
importante, a toda-toda porque o leite vem na hora certinha e tem que voltar
rápido porque tem um serzinho te esperando. É uma troca legal, mas que não
findou quando do desmame.
Mas depois de vários dias neste ritmo, fralda, peito de três
em três horas (não sabia que 3 horas
passavam tão rápido, assustava e já tava na hora de novo), mamar, arrotar,
visitas, fralda de novo. Ufa!!!
Chega um momento que a pessoa, maternus cavus, quer pronunciar: “mim ser mãe e querer banho, querer cochilar, querer comer sem
levantar correndo”. Ou depilar a perna esquerda, pois a direita você largou pra
lá quando o bebê chorou. Sim, isto aconteceu comigo, Luíza (minha sobrinha,
futura maternus cavus) não me deixa
mentir. Pois foi ela que depilou a perna que faltava.
E dormir gente! Momento precioso. Pra mim é melhor que comer.
E é tão raro... aí dá quase pra virar mulher das cavernas mesmo. Olheiras,
cabelo mais pra lá que pra cá, perna unodepilada ... Tem uma amiga que diz que
ela teve vontade de raspar a cabeça e tirar os dentes na fase maternus cavus, kkkk. Gente, agora dá
pra rir. Sempre dá pra rir depois, isto é que é bom!
Mas teve uma coisa que me marcou, já havia dias que eu não
botava a cara pra fora da caverna, oops, casa. Eu realmente, tava querendo só
dirigir um pouquinho e ver “a civilização”, aí tive uma grande idéia, buscar
gazinhas na farmácia (o umbigo de Bruna caiu com uns 22 dias eu acho). Aí,
juntei o cabelo, peguei minha bolsinha, entrei no carro e desci o morro. (nem 2
minutos de carro). Enfim, comprei e voltei só pra sentir aquele momentinho...
mas foi legal. Bem mais pra frente, uma alface também indispensável como o ar
que respiro, fui buscar.
Tem uma amiga minha que me diz que esta sensação nela, é como
se saísse uma “asinha” das costas dela e aí ela dá uma sobrevoada e volta. Chorei
de rir quando ouvi isto! Aliás, sempre que nos encontrávamos (agora não muito
pois ela está em pleno momento maternus
cavus) fazíamos um gesto de asas saíndo por trás de nós e rolamos de rir.
Dentre estas, muitas coisas boas “nascem” com a maternidade! E com você, qual
seu melhor momento maternus cavus? Já
está sobrevoando?