quarta-feira, 30 de julho de 2014

Parto: Com emoção ou sem emoção? Parte II

Com Izadora pensei, num vai ter emoção. O planejado era ela nascer em Belo Horizonte, seria simplesmente marcar a cesariana e ir... “Só que a vida, a vida é uma caixinha de surpresas” (Já dizia o Joseph Climber, rsrsrs) e eu tive dois alarmes falsos em novembro e inicinho de dezembro; Já começou a ter mais emoção. 
Fiz uma consulta no dia 26/12, e agendamos a cesariana pro dia seguinte. Fomos para casa de Ninha e aí ... tô em pé sinto um incômodo nas costas, sentei nada de passar, deitei nada. Peguei o celular e comecei a acompanhar e anotar o espaço entre estas dorezinhas (tava vindo de 10 em 10 minutos). Mas fiquei caladinha, porque tava com vergonha, já tinha tido 2 alarmes falsos. Tá, o trem apertou, passou para de 4 em 4 minutos... chamei minha amiga and enfermeira (Ninha), e perguntei :  “aqui, será que é contração? (Olha eu, mãe de segunda na dúvida). Ela apalpou a barriga, fez cara de pensamento, olhou e disse: “Minha filha, claro que é! Vamos pra maternidade agora."
E aí aquela correria! Liga pra marido (ele tinha saído já que a cesariana era no outro dia), liga pra maternidade, fotógrafa do parto, e toca pra maternidade! Foi emocionante. Minha sobrinha linda Ana Clara de novo comigo (agora anotando minhas contrações. Cada “aiiiii", eu só dizia “mais uma Clarinha, já vem! 
Liguei pra minha irmã pra contar que agora sim tava com muiiiiita emoção, kkkk! Ela me chamou de doida. E falou: “ mas você disse eu seria amanhã. O Pastor ia até fazer uma oração pra você, com o pessoal da igreja” . Eu disse: “já ora de uma vez porque (Aiiii, já vem mais uma), obrigada Dete, mas num vai dar tempo não! rsrsrs. Mas aqui, tô feliz demais!”.
E aí, Bruno ficou doido mesmo! Pôs seu plano em ação, havia trânsito intenso, horário de pico em BH, 18:00 e eu lá, respirando fundo...
Enfim, chegamos à maternidade. Fui recebida pela secretária da médica que me disse: Val, você tá sentido dor mesmo né? (E eu curvada de dor, rsrsrs, tava com contrações a cada 2, 3 minutos). "A doutora já vem, é assim mesmo...”
Só sei que foi uma correria, subi de cadeira de rodas, arranquei as lentes de contato e joguei no chão do elevador mesmo e (aaaíii, mais dor), arrumaram o anestesista, o fotógrafo conseguiu fazer as fotos no pré parto rapidinho. 
Abre um parênteses aqui : eu tava com dor, mas jamais esquecerei de duas coisas: meu cabelo não tava legal, porque não deu tempo de escovar e o pior de tudo, não consegui arrumar as unhas porque a tal manicure que ia me atender em casa, já que minha locomoção estava igual a de um caramujo, se é que me entendem, me deu o maior bolo! E eu queria posar liiinda com a mão na barriga... tudo bem, Ninha tinha me falado antes sabiamente, passa uma base Val, fica bom. Fecha parênteses.

Então tudo foi feito! Anestesia, meu maridão do lado filmando firme todo o parto (cesariana) , e eu rezando pra a dor e o peso da barriga passarem logo. Nasce minha linda Izadora, com emoção, bota emoção nisto! Veio muito parecida com minha mãe, mas era (é ainda) a cara de meu amado avô Teixeira, que tinha partido desta naquele ano. A vida é surpreendente, a gente não controla nada mesmo. Nem manicure, nem trânsito de BH, quem dirá um parto!

Parto: Com emoção ou sem emoção?! - Parte I

Eu acho mesmo que mulher é "os bicho", quando quer algo, só Jesus pra fazê-la desistir. Eu queria muito, mas muito mesmo ter o tal parto normal e tinha que ser parecendo com novela. A correria e emoção indo para a maternidade. Nossa seria o máximo! Não tirava isto da minha cabeça, achava que isto me definiria como mãe (assim como outros obstáculos que impus a mim). Eu passaria por tudo, todas as dores, emoções e etc. Como dizia um professor de Direito que tive, "Ledo engano"... 
Fantasiei o tal momento, lia muito, assistia documentários.  
"A meu favor", tenho uma sogra (Maria), que teve 6 filhos (ahãn, 6) , todos partos naturais e SEM DOR! Agora sim, o desafio estava lançado...eu ouvia isto sempre "eu não tive dor nenhuma Val, dava a hora, eu ia pro hospital e "fulano" nasceu assim, e o outro eu respirei e pumba, o outro eu pensei e (goooolll da Alemanha) e outro (goooll de novo). 
Tem um ditado popular que diz que Nossa Senhora passa a mão na cabeça da gente depois do parto, para esquecermos a dor e assim termos mais filhos. Imagino na vez da minha cobrinha querida, (ooops sogrinha). Visualizem comigo, Nossa senhora passou uma vez (aliviou), passou duas, três, quatro, cinco, na sexta vez ELA deve ter entrado na sala de parto já dando "uma voadora", dando um "pedala Robinho" dizendo: " olha aqui minha filha, eu num volto aqui mais não hein, tem mais gente uai! Tchau". E num é que ela foi embora mesmo (só da sala de parto, pois está ajudando a criá-los até hoje). 
Mas enfim, eu tinha que conseguir "o feito", olha o tamanho da minha anca! "Parideira", vou lá e vencer!
No parto de Bruninha, fiquei em Belo Horizonte uma semana aguardando. Tive um rompimento de bolsa (foi legal) não doeu nada mesmo não, e acordei a casa toda as 02:00 AM. E eu disse a tão sonhada frase pro Bruno: "Tá na hora". Mas, no fundo pensava: "este negócio não tá igual nas novelas, cadê o aiiiiiiii, aiiii?” E ainda meu cunhado Luiz pergunta: Tem certeza? (Ele também achava que eu deveria estar estribuchando de dor...).
E toca pra Maternidade! Como queria uma baguncinha, pedi Bruno para ligar o pisca alerta do carro e eu, ele, minha amigona Ninha (santa esposa de Luiz) e Ana Clara sobrinha foram junto. Eu ainda imitei cirene, ri, ouvi musiquinha (e pensando porque não tinha as dores de novela).
Bruno dirigiu normal, não precisou realizar as manobras radicais no trânsito pra chegar à tempo de nascer.

O fato é que: só tive algumas contrações, precisei ser induzida, senti umas poucas contrações e Deus do céu, dói bem. Como não tive dilatação e o melhor pro bebê foi feito: uma cesariana. Quanto desperdício de anca! Serviu pra nada mais de 100 cm de quadril.
"Continua na parte II do post.


segunda-feira, 28 de julho de 2014

"Pagando língua"

Além de ficar sem dormir uma noite inteira depois que se é mãe, o que mais acontece conosco?
"Pagar língua". Comigo acontece demais...
Eu sempre olhava torto (tentando ser natural, mas acho que não colava) quando ouvia algumas mães dizerem que os filhos dormiam com elas na cama. Fosse porque estavam doentes, fosse porque os ninava deitadas (pobre mortal), ou pra ficar mais quentinha perto deles...
Minha cunhada (Maria Cristina) em sua "terceira viagem" já chutava bem o pau da barraca, "rancava a roda" e ainda jogava o step fora,  me dizendo: "Ah, eu ponho Larinha comigo mesmo, você vai ver Val, lá pela décima ida ao quarto do bebê de madrugada, você também vai fazer isto".
Euzinha, um reles ser gestante até então, pensava e falava (já que língua pinica) : "nada, menino tem que ficar na cama deles, ó se pode? E depois como sai da cama da gente? E a privacidade do casal ? (Isto vai gerar um post, PRIVACIDADE DO CASAL - o que é e sua associação com a passagem do Cometa Halley); nãooooo, comigo não jacaré."

Já dizia um ditado chinês "quando as palavras não forem mais dignas que o silêncio, é melhor calar-se e esperar"...
Então, esperar eu esperei... 9 meses, mas calar...
E o que acontece quando Bruna ou Izadora têm febre, dente nasce e dói, ouvidos doem (por que à noite é pior?), tosses infinitas, uma de cada vez e às vezes tudo junto e misturado?  O que, o que mesmo? Pago língua...com juros e correção! Pois entre um cochilo e outro, na tal décima ida ao quarto do bebê, cai tudo por terra. Inclusive eu, caio "um caquinho", ao lado delas, na nossa cama. "Fazê o que"?


"O primeiro é de vidro, o segundo é de plástico..."

E então estou eu ligeiramente grávida de Bruninha, tamanha era a expectativa que assim que fiquei atrasada 01 dia, logo já fiz o teste, ou melhor os testes de farmácia (um de cada laboratório, porque sou desconfiada). Bingo! Lá apareceram as tais duas listrinhas lilás. Contei pro meu digníssimo marido e depois só pra mais duas pessoas: Deus e o povo! Eu não consigo esconder quando estou de mau humor, quem dirá quando estou feliz!
Tá aí uma coisa que se repetiu, quando estávamos planejando Izadora. Ctrl  C + Ctrl V fiz as mesmas quantidades de testes, ficamos, todos os amigos e familiares muito felizes!
Durante as duas gestações algumas outras coisas não se repetiram... pois como no ditado popular, o primeiro é de vidro, o segundo de plástico e o terceiro (ooops! parei...rsrs).
Vejamos meu elevado nível de "friscura" tentando proteger aquele ser até do "improtegível".
As coisas óbvias ok, procurei ter uma alimentação legal, parei de atacar meu cabelo com químicas, fiz um pouco de natação e caminhada, porém, o que se segue mostra um tantinho de "excessos".
Primeira filha (Bruna) gestação: troquei todos os cremes de cabelos, afinal de contas eu estaria prestes a ter uma alergia (assim, do nada?); li um livro inteiro com mais de 400 páginas (ensinava inclusive a fazer um auto parto de emergência); um outro sobre disciplinar bebês; a bolsa da maternidade ficou pronta no final do 6° mês (ia pra cima e pra baixo dentro do carro e tinha muita coisa);  e a cereja do bolo: todas as roupinhas lavadas só com Coquel e mesmo no guarda roupas, todas cobertas com plástico!!! Nasceu!: segundo meu cunhado eu quase não o deixei pegar o bebê na  maternidade;  o primeiro Natal em família foi tenso (muito tenso...) todos queriam carregar e eu não queria deixar (ia interromper o sono, ia sair da rotina, Deus do céu!) ; No dia do batizado idem (disto me arrependo demais, quase sem fotos com a família) ; aqui em casa o álcoolgel ficava espalhado (para qualquer emergência) e isto foi até uns 3 meses; tinha todo um ritual para amamentar, silêncio (luz, câmera, ação) e uma poltrona branca enorme com almofadas específicas ( serafins e anjos desciam tocando harpas e violon celos) ; a primeira fruta tinha que ser eu, mãe a dar, laranja: só serra d`água. Remédio, chá, água neeem sonhando! " Só vou amentar com leite materno";  conseguia limpar várias vezes ao dia a boquinha com uma gaze e água; quando deixava com os avós tudo era meticulosamente anotado, hora da soneca, papinha... cada olhada de lado era um flash (foto, foto, foto igual japonês); 
Segunda filha (Izadora) gestação: creme? cabelo?; livro, documentários Discovery? A bolsa! ah sim, tem quer por documentos e umas coisas práticas e ficou pronta quase no 8° mês; As roupinhas também foram bem cuidadas, mas estavam basicamente dobradas e limpas no guarda roupas; Nasceu! O álcool em gel continuou, mas eu não "morria de tensão"; a poltrona de amamentação? (Ah sim foi carinhosamente doada a um tio), para eu conseguir ficar acordada para amamentar, me esparramava no sofá pela madrugada e via TV (dicas de uma mãe), ah e chupava chicletes para não dormir. Sim os anjos certamente estavam conosco, não tocando arpas, mas de prontidão sempre! A laranja era a que tivesse;  remédio, chá? Sim o que fosse necessário para as abençoadas cólicas (teve muita!); Amamentei bastante, mas quando sua filha mais velha (de apenas 2 anos) chama por você o tempo todo e está sentindo seu "território sendo invadido", dói muito na gente, aí dáli tentar uns suquinhos, nan, etc. limpar a boquinha algumas vezes só conseguia após principais refeiçoes, mas à noite... morri! Fotos tiramos muitas, mas sem dar tanto chilique.
É só um resumo, mas é por aí! Eu ouvia a célebre frase mas pensava: "nada, vou manter o padrão". Não deu não... e que bom, me senti liberta de algumas coisas, acho graça relembrar de nós (eu e o Bruno) porque sim, foi junto, desde o início! E garantimos: não quebramos nem amassamos nenhuma delas.

domingo, 27 de julho de 2014

Terapia para Mães, explicando...

Não sei vocês, mas eu tenho uma necessidade enoooorme de falar. Acho que só perco pro burrinho do Sherk. Mas, atire a primeira pedra a mulher que não tem. Mas, vi que posso falar com os dedos também, já alivia bem.
Este blog é bem para isto: desabafo, troca de experiências, para rir de preferência de nós mesmas. E como isto é possível!!! 
O tal então de "pagar língua", é o que mais faço desde que me tornei mãe. Preocupa não, não ligo de contar tudo para vocês...
A idéia de ter este blogue surgiu depois de receber duas amigas em minha casa para tomar um café e....advinhem: falar, falar e falar. Ah, a gente nem precisava, que é isso... não. 
Uma delas (Regina, da minha idade) é mãe de primeira e de primeira qualidade, seu filhinho (meu afilhado) está no 4 mês de vida. Minha outra amiga (Sandra Regina), também mãe de primeira mas na terceira viagem dela (e que viagem!), com seu filho de 01 mês. Imagina se elas estão na fase de amamentação???? Sim, visualize aquela bonita imagem expressa na foto da Juliana Paes, Vanessa Camargo sorrindo nos folders de campanha do SUS. 
Agora realiza! Minhas amigas são bonitas, mas te falo que estão com mais olheiras que as moças aí do cartaz, mas enfim, amamentar é sim um ato de amor (e só pode ser o amor em primeiro lugar mesmo), porque quem amamenta sabe o que estou falando.  Ah, mas não era para entrar ainda neste assunto...(amamentação merece um post inteiro)
Mas, então como ia dizendo, elas vieram aqui, eu estava "azeda" e "quebrada" de sono, porque no inverno é um "inferno" de gripes, resfriados ("cof-cof"), febre, o que equivale à=> continue sem dormir mesmo não amamentando.
Recebê-las foi muito bom, porque a troca de experiência, risadas, deu uma aliviada no meu humor. Eu fiquei tão mais leve! (Só de humor, porque comemos horrores de biscoito frito de polvilho, um bolo e queijo dos deuses).
Serviu também para animar as esperanças, porque daqui a pouco elas estarão com os pequenos do tamanho das minhas, aí já vem a soneca da tarde para aliviar, saem de cena as cólicas...e eu pude olhar para trás e pensar, ufa! passei por isto... Como parece fase de vídeo game, este negócio né?! Você vai ficando bom numas fases e pula para outras, mas aí o nível aperta.
Então, quando elas se foram, criei um grupinho no whatsapp, para continuarmos conversando, principalmente de madrugada. Nem que fosse para dizer "oi, também tô aqui". É confortante saber que tem mais gente vagando pelos corredores, seja com bolsinha para cólicas, termômetro, chupeta nas mãos.
Depois deste grupo pensei, porque não um blogue? Perguntei a opinião delas e de mais algumas pessoas que gostaram. E aqui estou... O TPM, é para lembrar que existe toda uma tensão, em ser mãe, não importa se de primeira, segunda , terceira viagem. Tivemos certeza disto em nossas conversas. Mas, a idéia é "T" de terapia, para trazer um certo alívio mesmo...pra se descobrir e rir da gente e das outras. Percebi também ao longo destes anos, que o assunto filho é inesgotável (assim como nosso amor), não interessa a idade que tenham.
Escrever para mim, muitas vezes é mais fácil que falar.
Aliás eu só estou aqui escrevendo porque a minha filha mais nova depois de 01 aninho (aquela que ia ser "moleza", lembra?), começou a ter a abençoada rotina de dormir depois do almoço. "Wonderfull"! Como esperei por isto. Senão sem chances de eu tá aqui digitando.
Com a mais velha, tinha o privilégio de uma soneca antes e outra depois do almoço... como era bonito aquilo e eu nem sabia de nada, inocente!



Ser ou não ser...eis a questão!

Antes mesmo de ser mãe, os conflitos internos já nos consomem. Não importa se o filho será gerado em sua barriga ou outra.  

Comigo foi mais ou menos assim... sempre brinquei de casinha, cuidava das bonecas, das crianças menores (geralmente os irmãos mais novos que "penavam" nas nossas mãos), fazia comidinha, levava as crianças para escola, tudo muito tranquilo e bonito. Mas também adorava brincar de ser a médica, ou executiva, cheia de reuniões, viagens etc, e neste contexto, não lembro de incluir filhos neste meio.

Quando cresci mais um pouco, por volta de uns 15 anos, achava que seria mãe e ponto final. Simples assim... ó que fácil!!!!
Mas, a gente cresce mais um pouco e o outro cenário vem à tona, só que real, estudos, trabalho, ganhar dinheiro e ter conforto, um modelo pré determinado na cabeça da gente de que temos que dar vida àquela executiva, médica, gerente, o que for... e aí não "sobra" muito espaço para pensar em mais nada. Mulher empenhada é "os bicho". Então, num período assim, e com várias questões de insegurança rolando na minha mente, eu já casada, pensei: num vou ser mãe não...e se o filho vier assim ou assado, e minha carreira, e a liberdade? Vou não...
Meu marido, só me disse o seguinte: quando você estiver pronta e decidir me fala.
Mas, a verdade é que eu não me sentia digna e competente para assumir tal papel. Mas, o medo não me barrou, e fui procurar ajuda (mulher já beirando os 30, quando procura ajuda filha, é a de um terapeuta mesmo). 
Eu queria ser uma mãe perfeita (há! aí é que tá...teremos muitos posts sobre isto), queria entender se poderia assumir um papel destes (o de mãe, perfeita é loucura). E quando tudo ficou claro pra mim, sim quero ser Mãe!, (coitado do meu marido), a gente vira uma sarna. Mulher quando quer ser mãe, também é "os bicho".
E enfim, engravidamos da nossa primeira filha, hoje com 3 anos e 8 meses, que se chama Bruna, em homenagem ao pai, porque ela nos passou alguns sustos no início da gestação. Mas, que não passaram de sustos e ela é muito saudável e esperta.
Quando Bruna nasceu, fiz a opção de pausar minha carreira e me dedicar a ela e à minha família.
Bruna estava com quase 01 ano, resolvemos ter mais um filho. Eu tenho uma irmã e um irmão, e ter irmão é ótimo. Como meu marido é de uma família de 6 irmãos também pensava em termos mais um. Fechou! 
Para dar início ao projeto segundo filho, demoramos um pouco mais porque a rotina do casal que já tem um filho, já é um pouco diferente. Quem tem filho sabe, namorar é quando dá tempo. Enfim, mas mulher quando quer o segundo filho (e o maridão apóia) vira mais os "bicho"ainda!.
E aí, já pensei... segunda gestação?! Moleza. Tirando algumas facilidades que a própria vivência traz, as inseguranças continuam lá (dentro de nós) e pra ter uma idéia, tive dois alarmes falsos nesta gestação. E quase já nascendo (contrações a cada 4 minutos) tive dúvidas quando tive contrações, seriam mesmo contrações? Minha cunhada e amiga que tem formação em enfermagem que confirmou: " Minha filha, vamos já pro hospital, é sim!" Detalhe, tinha acabado de voltar do agendamento da minha cesárea fazia mais ou menos uma hora e meia. 
Logo mais encontro minha obstetra, e hoje estamos com nossa Izadora (01 ano e meio).

Ou seja, ser mãe é algo complexo, desde a concepção (não propriamente dita) mas da vontade em si.

Segue abaixo uma definição de mãe, extraída do dicionário Aurélio. 

s.f. Mulher que tem um ou vários filhos: mãe de família. / Fêmea de animal: a mãe alimenta os filhotes. / Fig. Aquela que dá assistência aos desgraçados: a mãe dos pobres. / País, lugar onde uma coisa começou: a Grécia, mãe das artes. / Fonte, causa, origem: a ociosidade é a mãe de todos os vícios. // Mãe pátria, país de origem ou país de que provém uma colônia. // Nossa mãe comum, a Terra. // Mãe de Deus, a Virgem Maria. // Mãe da Cristandade, a Igreja

Não sei se faltou foi tinta pra imprimir (hehehe) mas até que foi uma boa tentativa de definição...