Eu acho mesmo que mulher é "os bicho", quando quer algo, só Jesus pra fazê-la desistir. Eu queria muito, mas muito mesmo ter o tal parto normal e tinha que ser parecendo com novela. A correria e emoção indo para a maternidade. Nossa seria o máximo! Não tirava isto da minha cabeça, achava que isto me definiria como mãe (assim como outros obstáculos que impus a mim). Eu passaria por tudo, todas as dores, emoções e etc. Como dizia um professor de Direito que tive, "Ledo engano"...
Fantasiei o tal momento, lia muito, assistia documentários.
"A meu favor", tenho uma sogra (Maria), que teve 6 filhos (ahãn, 6) , todos partos naturais e SEM DOR! Agora sim, o desafio estava lançado...eu ouvia isto sempre "eu não tive dor nenhuma Val, dava a hora, eu ia pro hospital e "fulano" nasceu assim, e o outro eu respirei e pumba, o outro eu pensei e (goooolll da Alemanha) e outro (goooll de novo).
Tem um ditado popular que diz que Nossa Senhora passa a mão na cabeça da gente depois do parto, para esquecermos a dor e assim termos mais filhos. Imagino na vez da minha cobrinha querida, (ooops sogrinha). Visualizem comigo, Nossa senhora passou uma vez (aliviou), passou duas, três, quatro, cinco, na sexta vez ELA deve ter entrado na sala de parto já dando "uma voadora", dando um "pedala Robinho" dizendo: " olha aqui minha filha, eu num volto aqui mais não hein, tem mais gente uai! Tchau". E num é que ela foi embora mesmo (só da sala de parto, pois está ajudando a criá-los até hoje).
Mas enfim, eu tinha que conseguir "o feito", olha o tamanho da minha anca! "Parideira", vou lá e vencer!
No
parto de Bruninha, fiquei em Belo Horizonte uma semana aguardando. Tive um
rompimento de bolsa (foi legal) não doeu nada mesmo não, e acordei a casa toda
as 02:00 AM. E eu disse a tão sonhada frase pro Bruno: "Tá na hora".
Mas, no fundo pensava: "este negócio não tá igual nas novelas, cadê o
aiiiiiiii, aiiii?” E ainda meu cunhado Luiz pergunta: Tem certeza? (Ele também
achava que eu deveria estar estribuchando de dor...).
E toca
pra Maternidade! Como queria uma baguncinha, pedi Bruno para ligar o pisca
alerta do carro e eu, ele, minha amigona Ninha (santa esposa de Luiz) e Ana
Clara sobrinha foram junto. Eu ainda imitei cirene, ri, ouvi musiquinha (e
pensando porque não tinha as dores de novela).
Bruno
dirigiu normal, não precisou realizar as manobras radicais no trânsito pra
chegar à tempo de nascer.
O fato
é que: só tive algumas contrações, precisei ser induzida, senti umas poucas
contrações e Deus do céu, dói bem. Como não tive dilatação e o melhor pro bebê
foi feito: uma cesariana. Quanto desperdício de anca! Serviu pra nada mais de
100 cm de quadril.
"Continua
na parte II do post.
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