Antes mesmo de ser mãe, os conflitos internos já nos consomem. Não importa se o filho será gerado em sua barriga ou outra.
Comigo foi mais ou menos assim... sempre brinquei de casinha, cuidava das bonecas, das crianças menores (geralmente os irmãos mais novos que "penavam" nas nossas mãos), fazia comidinha, levava as crianças para escola, tudo muito tranquilo e bonito. Mas também adorava brincar de ser a médica, ou executiva, cheia de reuniões, viagens etc, e neste contexto, não lembro de incluir filhos neste meio.
Quando cresci mais um pouco, por volta de uns 15 anos, achava que seria mãe e ponto final. Simples assim... ó que fácil!!!!
Mas, a gente cresce mais um pouco e o outro cenário vem à tona, só que real, estudos, trabalho, ganhar dinheiro e ter conforto, um modelo pré determinado na cabeça da gente de que temos que dar vida àquela executiva, médica, gerente, o que for... e aí não "sobra" muito espaço para pensar em mais nada. Mulher empenhada é "os bicho". Então, num período assim, e com várias questões de insegurança rolando na minha mente, eu já casada, pensei: num vou ser mãe não...e se o filho vier assim ou assado, e minha carreira, e a liberdade? Vou não...
Meu marido, só me disse o seguinte: quando você estiver pronta e decidir me fala.
Mas, a verdade é que eu não me sentia digna e competente para assumir tal papel. Mas, o medo não me barrou, e fui procurar ajuda (mulher já beirando os 30, quando procura ajuda filha, é a de um terapeuta mesmo).
Eu queria ser uma mãe perfeita (há! aí é que tá...teremos muitos posts sobre isto), queria entender se poderia assumir um papel destes (o de mãe, perfeita é loucura). E quando tudo ficou claro pra mim, sim quero ser Mãe!, (coitado do meu marido), a gente vira uma sarna. Mulher quando quer ser mãe, também é "os bicho".
E enfim, engravidamos da nossa primeira filha, hoje com 3 anos e 8 meses, que se chama Bruna, em homenagem ao pai, porque ela nos passou alguns sustos no início da gestação. Mas, que não passaram de sustos e ela é muito saudável e esperta.
Quando Bruna nasceu, fiz a opção de pausar minha carreira e me dedicar a ela e à minha família.
Bruna estava com quase 01 ano, resolvemos ter mais um filho. Eu tenho uma irmã e um irmão, e ter irmão é ótimo. Como meu marido é de uma família de 6 irmãos também pensava em termos mais um. Fechou!
Para dar início ao projeto segundo filho, demoramos um pouco mais porque a rotina do casal que já tem um filho, já é um pouco diferente. Quem tem filho sabe, namorar é quando dá tempo. Enfim, mas mulher quando quer o segundo filho (e o maridão apóia) vira mais os "bicho"ainda!.
E aí, já pensei... segunda gestação?! Moleza. Tirando algumas facilidades que a própria vivência traz, as inseguranças continuam lá (dentro de nós) e pra ter uma idéia, tive dois alarmes falsos nesta gestação. E quase já nascendo (contrações a cada 4 minutos) tive dúvidas quando tive contrações, seriam mesmo contrações? Minha cunhada e amiga que tem formação em enfermagem que confirmou: " Minha filha, vamos já pro hospital, é sim!" Detalhe, tinha acabado de voltar do agendamento da minha cesárea fazia mais ou menos uma hora e meia.
Logo mais encontro minha obstetra, e hoje estamos com nossa Izadora (01 ano e meio).
Ou seja, ser mãe é algo complexo, desde a concepção (não propriamente dita) mas da vontade em si.
Segue abaixo uma definição de mãe, extraída do dicionário Aurélio.
s.f. Mulher que tem um ou vários filhos: mãe de família. / Fêmea de animal: a mãe alimenta os filhotes. / Fig. Aquela que dá assistência aos desgraçados: a mãe dos pobres. / País, lugar onde uma coisa começou: a Grécia, mãe das artes. / Fonte, causa, origem: a ociosidade é a mãe de todos os vícios. // Mãe pátria, país de origem ou país de que provém uma colônia. // Nossa mãe comum, a Terra. // Mãe de Deus, a Virgem Maria. // Mãe da Cristandade, a Igreja
Não sei se faltou foi tinta pra imprimir (hehehe) mas até que foi uma boa tentativa de definição...
Comigo foi um pouco disso td e muita neura. hehehe!!
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