quarta-feira, 5 de novembro de 2014

De mãe, dona de casa e empreendedora, todo mundo tem um pouco – Parte I

Bruna irá completar 4 anos no dia 10 de novembro. E eu vou completar 4 anos na “função mãe”. Quando datas tão especiais assim se aproximam costumamos relembrar tudo o que passou. É assim com vocês? 
Quando eu era pequena, todo ano ouvia minha mãe contar 132 vezes meu nascimento para as amigas, família. E geralmente eu pensava, de novo? Hoje entendo melhor isto e muito mais coisas e claro, conto 132 vezes os “causos” da maternidade. Quando digo para minha mãe sobre como eu repito estas situações eu escuto: “ iiii Valdinéa, você não viu nada ainda...”.
É verdade, perto de uma experiência de vida como a dela, realmente vou viver muitas emoções ainda, tomarei muitos caminhos.
Estes últimos quatro anos foram de muito aprendizado. Em 2011, dei um rumo totalmente novo a minha vida ao decidir pausar minha carreira e me dedicar apenas a família. E então entrei “de cabeça” nisto. E posso dizer que foi muito difícil, doeu mesmo, o caminho percorrido para tomar esta decisão. Pois desde meus 13 anos trabalhava fora. Durante decisões desta importância, se ficamos pensando demais no que “o outro” vai pensar ou falar, aí a gente “congela”, e não faz nada do que achamos ser o melhor para aquele momento. Enquanto não me libertei do que “os outros estão achando disto”, eu não “andei”. Na verdade entrei num processo complicado de ansiedade e depressão mesmo, que não desejo nem para a pior pessoa do mundo. Mas sai dele, graças a Deus e fui pensar com muito cuidado, com clareza no processo completo. E aí sim enxerguei com muita clareza o que estava vivendo, era uma fase de transição e que portanto não seria definitiva. Então eu “descongelei”, criei muita mas muita coragem mesmo e fiquei segura de minha decisão.
Como a decisão foi minha e não de outras mães, nunca me senti no direito de dizer: fulana, você deve deixar sua carreira, seu emprego e cuidar dos filhos, casa, marido, papagaio, cachorro...Cada um sabe onde o calo aperta. Quem sou eu para julgar uma mãe que precisa sair de casa para trabalhar? Não fiz isto nem faço. Algumas saem em busca do financeiro , outras talvez poderiam viver com um pouco menos, mas optam por se realizarem em seu trabalho, ou ouço muito: trabalho porque não aguento ficar em casa.
Depois da decisão de pedir demissão do meu trabalho, ouvi: se eu ganhasse na loteria também sairia do meu trabalho, vai virar dondoca hein? Que luxo... Eu não posso. Dos mais sinceros: você é doida? Você vai ficar desperdiçada... E dos mais sensatos: eu acho que é uma decisão para um certo tempo, mas depois você volta para sua carreira.
Eu dizia que não tinha ganhado na loteria, fiz esta escolha baseada em todo um histórico de vida e também revendo todas as questões financeiras que esta decisão envolvia, junto com meu marido, que seria daí pra frente o principal responsável neste assunto. E com planejamento as coisas funcionam sim, vive-se com menos sem perder qualidade de vida. Desde que eu entendesse o que era esta qualidade de vida para mim e para minha família: era trocar todas as mais de 1000 fraldas que troquei? Ir a todas as consultas pediátricas? Era ir almoçar com minha mãe sempre eu quisesse? Era cozinhar coisas saudáveis para minha família? Era ter o privilégio de ir fazer exercícios físicos regularmente? Levar e buscar na natação, na escola?
Ouvi também muito mais coisas positivas, graças a Deus. Ouvi que a decisão foi nobre por tudo o que ela envolvia, que gostariam de fazer o mesmo mas não podiam ou não tinham coragem. Ouvindo de algumas pessoas, realmente entrava em meu coração. De outras sinceramente não, porque sentia a verdade no tom de voz, nos olhos. E sabe o que fiz? Guardei o que foi bom, e entrei de corpo e alma no que me propus a viver.
E aí entendi na pele o que é cuidar de uma casa, dos filhos, do marido e de todos os “etc” que vem junto. Muita mas muita gente mesmo (inclusive EU) achava fácil “ficar em casa”. Não é mesmo. Desculpem-me todas as donas de casa. Achei que ia sobrar tempo para sentar na beira da calçada e jogar conversa fora, assistir vale a pena ver de novo, e isto me assombrava. Tive medo de “emburrecer”, de me tornar mulher de um assunto só como algumas pessoas diziam. E por um tempo foi mesmo: Galinha Pintadinha, Pediatria e amamentação, era o que havia na pauta, nem sabia onde passava TV para outros assuntos (jornal, filme, novela? Ai ai..) e sair era ir ao supermercado. Mas graças a Deus não deu tempo para nada disto se tornar rotina de vida “forever end ever”. Depois outras atividades foram entrando na vida, praticar jiu jitsu foi a mais surpreendente e ainda é.
Trabalhei muito, cuidei de tudo o que pude, tentei ser a melhor mãe do mundo. Aproveitei para fazer tudo aquilo que na minha visão era ter qualidade de vida. Saiu certo? Saiu errado? Não existe uma avaliação que defina isto precisamente, mas posso dizer que sentir a vida em minhas mãos me fez muito bem. Viver mais próxima de minha família e momentos singelos e únicos, mas que eu não vivia pois dediquei a vida aos estudos e trabalho, realmente acrescentou-me muito como ser humano.
Atualmente estou vivendo mudanças importantes novamente, voltando às minhas atividades extra “dona de casa, mãe and esposa”, mas é assunto que conto na próxima postagem.
Abraços,

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Irmã é pra toda vida

Tenho dois irmãos incríveis e meu marido tem cinco. Sempre pensamos em ter mais de um filho, por termos nossos irmãos muito presentes em nossas vidas. Então, quando Bruna tinha dois anos e dois meses, nasceu Izadora.
Achei sinceramente, que seria amor à primeira vista entre ela e a irmã. Mas, a gente não controla sentimentos. Mesmo conversando com Bruna desde a gestação de Izadora, pois todos os mais experientes diziam, tente envolvê-la nas tarefas de cuidar das roupinhas do bebê,  diga que ela terá uma irmã, que será legal, que ela ajudará com as fraldas e roupinhas... Assim fizemos, mas todo aquele papo, não “colou de cara”. Então, houve ciúmes, Bruna ainda queria ser o bebê, já estava quase saindo das fraldas e deu uma regredida, ficava igual a um papagaio de pirata enquanto eu amamentava Izadora (e este evento pra mim foi o que mais partia meu coração, mesmo). Já teve dia de amamentar enquanto Bruna dependurava nas minhas pernas. Bruna dava trabalho pra ir dormir, queria estar ligada nos acontecimentos, dormir pra quê gente?  Ela queria minha atenção e a de todos.
Depois que fechou o período de amamentação pensei, agora sim coraçõezinhos surgirão entre as duas. Mas uma vez, não foi igualzinho pensei. Não que não gostasse da irmã, mas a questão do espaço, da atenção e tudo mais sendo dividido é difícil às vezes pra um adulto, que dirá pra uma criança... e passado o tempo, vira e mexe tinha um conflito por causa de brinquedos, por causa de atenção. E nós da família, Bel (minha escudeira, parceira) todos recitando o mesmo mantra: tem que dividir, você é mais velha tem que ajudar, ela é sua irmãzinha... e isto veio até agora com Bruna quase aos quatro anos e Izadora dois anos. E eu cheguei até a pensar, meu Deus, será que elas não vão ser grudadas e parceiras pro que der e vier, onde estou errando? (Síndrome eterna da mãe)
E depois de um certo tempo, quero dizer  que o mantra e tudo o que foi feito valeu muito a pena. Temos presenciado vários momentos mágicos. Daqueles que a gente até tenta fotografar, querendo “congelar” aquele momento pra sempre, mas o melhor mesmo é parar e sentir e viver...  
De uns tempos pra cá, conseguimos ver uma amizade maravilhosa se formando entre elas, no tempo delas e do jeito delas.

Uma ajuda a outra a fazer xixi no vaso, a escovar dentes, a fazer “bagunxa” como diz Izadora (fico pirada às vezes). Vira e mexe vejo as duas se abraçando, fazendo um carinho, sem pedirmos que façam. Bruna agora se mostra aquela irmã cuidadosa, responsável espontaneamente pela sua irmã. Tanto que neste domingo, enquanto fui votar, ficaram com papai em casa e Bruna organizou um ensaio com Izadora de uma apresentação de música pra mim. E teve também uma festinha de aniversário com bolo de massinha de modelar.  E foi um festão. No meu coração, foi um festão... fui dormir e agradeci muito por sentir esta felicidade. Por ter a oportunidade de reaprender que tudo tem sua hora, que vale a pena lançar as sementes e preparar o solo pra recebê-las. Sei que virá a adolescência, e elas voltarão provavelmente a “disputar” aquela blusa pra sair (mesmo que tenham outras opções). Mas estou vendo elas encontrando suas próprias saídas, uma ajudando/acobertando a outra. Afinal, irmã é pra toda vida!

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Tia, “projeto de mãe”

Outro dia fui procurar o dia da tia (o) no Google, e ele que tudo acha, apenas devolveu-me alguns poucos blogs tentando realizar uma votação para instituir um dia em homenagem. Alguém cogitou um dia de abril. Outro disse que deveria ser em setembro, pois tia / tio combinam com a chegada da primavera. Porém não se chegou a uma conclusão.
E como hoje começa setembro, pensei em falar destas criaturas maravilhosas em nossas vidas. Existem vários tipos de tias (os) e eu tenho o prazer de conviver com vários e de ser também um deles.
Tem a tia pedagoga, fonoaudióloga, ou tudo isto junto: sempre ligada no desempenho, início de cada fase do sobrinho. Podem nos deixar loucas às vezes perguntando se a criança já não deveria estar falando, ou andando, ou prestando vestibular. Tem também a tia animação total, a tia doceira (terror dos dentistas), a tia avô, a tia experiente...
Antes de eu ser mãe, fui tia... daquelas tias cheias de animação, que dava balas para os sobrinhos sem sequer considerar o horário de almoço, fazia mais bagunça que eles e já levei sabão por isto. De vez em quando fazia umas coisinhas certas, adorava vestí-las e maquiá-las (hoje elas fazem isto por mim), ajudava a estudar... e eu fui e sou bem feliz com nossos sobrinhos.
Quando me tornei mãe, aí sim comecei a enxergar porque às vezes as mães ficavam meio “bravas” comigo. Claro! Criança tem que ter disciplina, horários para certas coisas. Também entendi a dimensão do papel da tia (o) como parceiros, claro que sim, porque eles estão sempre por perto, prontos para ajudar (mesmo que do jeito deles, mas tentando fazer do jeito da mãe). E de uma maneira que só eles o podem fazer, porque o fazem com amor, com certa leveza, sem toda a cobrança que faz parte da maternidade/paternidade.
Às vezes, uma fralda que se troca, ou uma ninada enquanto a mãe lancha ou toma banho, uma brincadeira pra descontrair, um piquenique, ou fazer um grupo de sobrinhos e realizar quase que um Dia do Voluntariado (já que aí vira um papel de cidadania dando um alívio para mais mães e pais ao mesmo tempo). Um copo d’água que chega pra você enquanto você amamenta, colocado delicadamente ao seu lado, (assim como tio Vando fazia) representava muito pra mim. O que dizer então, daqueles dias cansativos, às vezes porque passou uma noite mal dormida, e você recebe uma ligação dizendo: “quer que eu pegue elas aí pra você dar uma cochilada?”. Gente, é ganhar na loteria!
Também acontecem as “vaciladas”, assim como eu muito fiz, das balas indevidas, dos elogios em demasia, do agito quando seria hora de relaxar...sempre seguidas de : “Ai, desculpa...eu não sabia”, quando os pais chegam “cortando a onda”.
Mas é fato que enquanto se é tia, parece que se é um “projeto de mãe”, ou pai, no caso deles. Experimenta-se, ajuda-se bem mais que atrapalha-se, mete-se o bedelho com carinho e no final os sobrinhos estão bem e felizes e nós mães e pais ainda mais. Vivam as tias e os tios!

terça-feira, 19 de agosto de 2014

"Mim ser mãe!"

Em algumas postagens anteriores, disse que mulher é “os bicho” quando quer algo, seja um filho ou um emprego. Pois é, hoje gostaria de falar sobre uma marca, que surge no pós maternidade. Quando assustamos, ops, tá lá!
 Tem algumas coisas interessantes que vou contar aqui, mas não é para desaminar ninguém. Aliás, se serve de apoio moral, se agora estou aqui escrevendo é porque existe um momento “soneca da tarde” a qual nossa Izadora vive e que me permite isto. E eu desejo esta realização à todas que ainda não podem desfrutar disto. Mas, uma hora chega! Até um aninho nossa caçula não tinha sonecas regulares, agora tá ali descansado a pele... deixa eu acelerar, porque não dura a tarde inteira...rsrsrs
Voltemos aos tempos em que eu “adquiri” a patente de maternus cavus. Deixe-me tentar traduzir porque saiu da caixola agorinha... É a mulher/mãe das cavernas. Simplesmente eu entrei pra maternidade e com tudo o que ela me proporcionou eu fui fundo. Fiquei muito envolvida, e recebi muitas visitas em casa, todos querendo ver nossa primeira filha e quando eu assustava já era noite. E ia eu pela madrugada, amamentando (sem harpas e viólon celos) e amanhecia e um dia se emendava no outro.
Aliás amamentei o quanto pude. Lembro de uma sensação muito legal que foi voltar correndo de um casamento de amigos. Me senti a tal, a importante, a toda-toda porque o leite vem na hora certinha e tem que voltar rápido porque tem um serzinho te esperando. É uma troca legal, mas que não findou quando do desmame.
Mas depois de vários dias neste ritmo, fralda, peito de três em três horas (não sabia que  3 horas passavam tão rápido, assustava e já tava na hora de novo), mamar, arrotar, visitas, fralda de novo. Ufa!!!
Chega um momento que a pessoa, maternus cavus, quer pronunciar: “mim ser mãe e querer  banho, querer cochilar, querer comer sem levantar correndo”. Ou depilar a perna esquerda, pois a direita você largou pra lá quando o bebê chorou. Sim, isto aconteceu comigo, Luíza (minha sobrinha, futura maternus cavus) não me deixa mentir. Pois foi ela que depilou a perna que faltava.
E dormir gente! Momento precioso. Pra mim é melhor que comer. E é tão raro... aí dá quase pra virar mulher das cavernas mesmo. Olheiras, cabelo mais pra lá que pra cá, perna unodepilada ... Tem uma amiga que diz que ela teve vontade de raspar a cabeça e tirar os dentes na fase maternus cavus, kkkk. Gente, agora dá pra rir. Sempre dá pra rir depois, isto é que é bom!
Mas teve uma coisa que me marcou, já havia dias que eu não botava a cara pra fora da caverna, oops, casa. Eu realmente, tava querendo só dirigir um pouquinho e ver “a civilização”, aí tive uma grande idéia, buscar gazinhas na farmácia (o umbigo de Bruna caiu com uns 22 dias eu acho). Aí, juntei o cabelo, peguei minha bolsinha, entrei no carro e desci o morro. (nem 2 minutos de carro). Enfim, comprei e voltei só pra sentir aquele momentinho... mas foi legal. Bem mais pra frente, uma alface também indispensável como o ar que respiro, fui buscar.
Tem uma amiga minha que me diz que esta sensação nela, é como se saísse uma “asinha” das costas dela e aí ela dá uma sobrevoada e volta. Chorei de rir quando ouvi isto! Aliás, sempre que nos encontrávamos (agora não muito pois ela está em pleno momento maternus cavus) fazíamos um gesto de asas saíndo por trás de nós e rolamos de rir. Dentre estas, muitas coisas boas “nascem” com a maternidade! E com você, qual seu melhor momento maternus cavus? Já está sobrevoando?


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Pai é pai, pô!

Dia dos pais se aproximando, então pensei em escrever algo para estes seres que são parte importante em nossas vidas, mas ficam meio “invisíveis” às vezes.
Além de ter a participação efetiva vamos dizer assim, na “elaboração” do filho (a), quais as demais “utilidades deste ser humano, intitulado PAI?” Seguem alternativas:
A) posar ao lado da barriga nas fotos do “book de gestante” (com paciência que dura quase sempre uns 40 minutos), 
B) filmar o parto ou o teto da sala de parto (tem que ter um “plus” de macheza porque é “punk” a situação), 
C) colocar o bebê pra arrotar 
D) Todas as anteriores e muito mais
Na minha opinião seria a “D”, o papel de pai (que não necessariamente é o que cumpre os papéis biológicos e/ou cíveis, às vezes este cara é um tio, um avô, ou a própria mãe se desdobrando) é bem complexo, principalmente quando ele é presente e dedicado. 
Cumprir os itens “A” à “C” , vá lá. Mas, no dia-dia, “o bicho pega”. Ele é o protetor, às vezes até com “poderes especiais” como um herói na cabecinha das crianças, é aquele que tenta “equilibrar” as ações das mães, tendo uma missão de “temperar” a relação familiar e dividir responsabilidades.
O pai de minhas filhas, “nasceu” junto com elas na primeira vez em novembro de 2010 e novamente em 2012. Um homem que sempre foi forte em relação a muitos assuntos, até já ajudou a socorrer vítimas em acidentes voluntariamente, sempre questionador, sério e direto... simplesmente se derreteu quando recebeu Bruna, mostrou um outro lado. Com Izadora também resistiu firmemente a dois alarmes falsos, dirigiu como um profissional numa ambulância enquanto eu estava em trabalho de parto. E apesar de ter sido firme, filmar o parto e não o teto, quando precisou acompanhar um exame de sangue em Bruna com 2 dias de nascida, o camarada suou de quase desidratar. 
Ainda na maternidade teve um momento que passaram pra recolher Bruna pro berçário. Acham que ele deixou a enfermeira levar? Não, não... levou ele mesmo pro berçário, entregou para enfermeira e ficou lá, parado rindo amarelo, tipo assim ( e agora, será que vai ficar tudo bem? Deixa eu vigiar o que acontece), aí a enfermeira disse: “pode ir papai, é só isto, vai ficar tudo bem com sua filha”. Aí ele foi embora dormir um pouquinho porque pai também cansa neste longo processo de nascimento.
Os pais estão por ali, muitas das vezes nos bastidores. O homem, antes marido/companheiro fica com esta função meio que em ”pause” quando se torna pai; todas as atenções são pro bebê e o papai cai lá pra terceira divisão no campeonato, perde até pra vovó (ui, pra sogra). 
Tudo bem que às vezes eles: se “esquivam” das fraldas recheadas, irritando muito nós mães, ou balançam os bebês logo após uma mamada fazendo vir aquela gofada (e é a mãe que vai lá trocar a roupa); vão ninar as crianças e põem Galinha Pintadinha ao invés de relaxá-las; levam pra cama para ninar e “apagam” antes das pequeninas, ou as sacodem no colo vendo o imperdível Jornal Nacional, ensinam a torcer pro “galão da massa”, dentre outras coisinhas...
Cada pai é de um jeito, o meu pai por exemplo tentava ajudar como podia, mesmo que vestindo roupas do meu irmão em mim e o contrário também. E minha mãe muito sabiamente, permitia que ele fosse pai do jeitão dele. E ele foi e é um paizão! 
O fato, eu acho, é que o pai (ou quem cumpre este papel na vida de alguém) tem seu espaço, seu valor, independente de Dia dos Pais. Porque Pai é pai, pô! Né não?!

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Parto: Com emoção ou sem emoção? Parte II

Com Izadora pensei, num vai ter emoção. O planejado era ela nascer em Belo Horizonte, seria simplesmente marcar a cesariana e ir... “Só que a vida, a vida é uma caixinha de surpresas” (Já dizia o Joseph Climber, rsrsrs) e eu tive dois alarmes falsos em novembro e inicinho de dezembro; Já começou a ter mais emoção. 
Fiz uma consulta no dia 26/12, e agendamos a cesariana pro dia seguinte. Fomos para casa de Ninha e aí ... tô em pé sinto um incômodo nas costas, sentei nada de passar, deitei nada. Peguei o celular e comecei a acompanhar e anotar o espaço entre estas dorezinhas (tava vindo de 10 em 10 minutos). Mas fiquei caladinha, porque tava com vergonha, já tinha tido 2 alarmes falsos. Tá, o trem apertou, passou para de 4 em 4 minutos... chamei minha amiga and enfermeira (Ninha), e perguntei :  “aqui, será que é contração? (Olha eu, mãe de segunda na dúvida). Ela apalpou a barriga, fez cara de pensamento, olhou e disse: “Minha filha, claro que é! Vamos pra maternidade agora."
E aí aquela correria! Liga pra marido (ele tinha saído já que a cesariana era no outro dia), liga pra maternidade, fotógrafa do parto, e toca pra maternidade! Foi emocionante. Minha sobrinha linda Ana Clara de novo comigo (agora anotando minhas contrações. Cada “aiiiii", eu só dizia “mais uma Clarinha, já vem! 
Liguei pra minha irmã pra contar que agora sim tava com muiiiiita emoção, kkkk! Ela me chamou de doida. E falou: “ mas você disse eu seria amanhã. O Pastor ia até fazer uma oração pra você, com o pessoal da igreja” . Eu disse: “já ora de uma vez porque (Aiiii, já vem mais uma), obrigada Dete, mas num vai dar tempo não! rsrsrs. Mas aqui, tô feliz demais!”.
E aí, Bruno ficou doido mesmo! Pôs seu plano em ação, havia trânsito intenso, horário de pico em BH, 18:00 e eu lá, respirando fundo...
Enfim, chegamos à maternidade. Fui recebida pela secretária da médica que me disse: Val, você tá sentido dor mesmo né? (E eu curvada de dor, rsrsrs, tava com contrações a cada 2, 3 minutos). "A doutora já vem, é assim mesmo...”
Só sei que foi uma correria, subi de cadeira de rodas, arranquei as lentes de contato e joguei no chão do elevador mesmo e (aaaíii, mais dor), arrumaram o anestesista, o fotógrafo conseguiu fazer as fotos no pré parto rapidinho. 
Abre um parênteses aqui : eu tava com dor, mas jamais esquecerei de duas coisas: meu cabelo não tava legal, porque não deu tempo de escovar e o pior de tudo, não consegui arrumar as unhas porque a tal manicure que ia me atender em casa, já que minha locomoção estava igual a de um caramujo, se é que me entendem, me deu o maior bolo! E eu queria posar liiinda com a mão na barriga... tudo bem, Ninha tinha me falado antes sabiamente, passa uma base Val, fica bom. Fecha parênteses.

Então tudo foi feito! Anestesia, meu maridão do lado filmando firme todo o parto (cesariana) , e eu rezando pra a dor e o peso da barriga passarem logo. Nasce minha linda Izadora, com emoção, bota emoção nisto! Veio muito parecida com minha mãe, mas era (é ainda) a cara de meu amado avô Teixeira, que tinha partido desta naquele ano. A vida é surpreendente, a gente não controla nada mesmo. Nem manicure, nem trânsito de BH, quem dirá um parto!

Parto: Com emoção ou sem emoção?! - Parte I

Eu acho mesmo que mulher é "os bicho", quando quer algo, só Jesus pra fazê-la desistir. Eu queria muito, mas muito mesmo ter o tal parto normal e tinha que ser parecendo com novela. A correria e emoção indo para a maternidade. Nossa seria o máximo! Não tirava isto da minha cabeça, achava que isto me definiria como mãe (assim como outros obstáculos que impus a mim). Eu passaria por tudo, todas as dores, emoções e etc. Como dizia um professor de Direito que tive, "Ledo engano"... 
Fantasiei o tal momento, lia muito, assistia documentários.  
"A meu favor", tenho uma sogra (Maria), que teve 6 filhos (ahãn, 6) , todos partos naturais e SEM DOR! Agora sim, o desafio estava lançado...eu ouvia isto sempre "eu não tive dor nenhuma Val, dava a hora, eu ia pro hospital e "fulano" nasceu assim, e o outro eu respirei e pumba, o outro eu pensei e (goooolll da Alemanha) e outro (goooll de novo). 
Tem um ditado popular que diz que Nossa Senhora passa a mão na cabeça da gente depois do parto, para esquecermos a dor e assim termos mais filhos. Imagino na vez da minha cobrinha querida, (ooops sogrinha). Visualizem comigo, Nossa senhora passou uma vez (aliviou), passou duas, três, quatro, cinco, na sexta vez ELA deve ter entrado na sala de parto já dando "uma voadora", dando um "pedala Robinho" dizendo: " olha aqui minha filha, eu num volto aqui mais não hein, tem mais gente uai! Tchau". E num é que ela foi embora mesmo (só da sala de parto, pois está ajudando a criá-los até hoje). 
Mas enfim, eu tinha que conseguir "o feito", olha o tamanho da minha anca! "Parideira", vou lá e vencer!
No parto de Bruninha, fiquei em Belo Horizonte uma semana aguardando. Tive um rompimento de bolsa (foi legal) não doeu nada mesmo não, e acordei a casa toda as 02:00 AM. E eu disse a tão sonhada frase pro Bruno: "Tá na hora". Mas, no fundo pensava: "este negócio não tá igual nas novelas, cadê o aiiiiiiii, aiiii?” E ainda meu cunhado Luiz pergunta: Tem certeza? (Ele também achava que eu deveria estar estribuchando de dor...).
E toca pra Maternidade! Como queria uma baguncinha, pedi Bruno para ligar o pisca alerta do carro e eu, ele, minha amigona Ninha (santa esposa de Luiz) e Ana Clara sobrinha foram junto. Eu ainda imitei cirene, ri, ouvi musiquinha (e pensando porque não tinha as dores de novela).
Bruno dirigiu normal, não precisou realizar as manobras radicais no trânsito pra chegar à tempo de nascer.

O fato é que: só tive algumas contrações, precisei ser induzida, senti umas poucas contrações e Deus do céu, dói bem. Como não tive dilatação e o melhor pro bebê foi feito: uma cesariana. Quanto desperdício de anca! Serviu pra nada mais de 100 cm de quadril.
"Continua na parte II do post.